CC9E71AC-9458-45FB-AF6D-82F5BE9ACD55 - Lilian Silva.jpeg

Lilian e Jonathan

Nossa História

Por Lilian:

Nossa história começou em 12/06/2007. Eu, Lílian, conheci o meu companheiro Jonathan na faculdade. Ele me pediu em namoro no dia dos namorados. Foi uma baita surpresa, porque o Jonathan me chamou para encontrá-lo em uma das salas da faculdade. Quando abri a porta, me deparei com um caminho de pétalas de rosas, que ia do corredor até o centro da sala e, no centro da sala, um enorme coração de pétalas, onde o Jonathan estava com um buquê e um coração de pelúcia. Nesse momento, ele me pediu em namoro e eu disse LÓGICO!!! O Jonathan me perguntou “lógico que sim ou não? Kkkk”.

Durante a faculdade, eu fazia estágio e com o dinheiro que eu recebia, ajudava ao Jonathan a pagar a faculdade, pois o pai dele estava desempregado e não conseguia mais ajudá-lo. O Jonathan também trabalhava e ainda estagiava para pagar a faculdade. Sempre juntos, um apoiando o outro.

Ele me deu muita força para contar para o meu pai que sofri abuso sexual na infância pelo meu avô materno. Foi uma fase muito dolorosa e Jonathan sempre me apoiou e me incentivou a continuar a batalhar pelos meus sonhos apesar de todo sofrimento. Ele também esteve ao meu lado quando eu quase morri com embolia pulmonar após a cirurgia bariátrica que fiz em 2012. Foram momentos difíceis que superamos juntos!

Estamos namorando há 14 anos e sonhamos em nos casar há muitos anos!

Tínhamos o planejamento de nos casarmos após passar no concurso público, porque não tínhamos condições financeiras de pagar pelo casamento nem as despesas do dia a dia de um casal. Só que isso não aconteceu e agora estamos tentando nos reinventar para conseguirmos nos sustentar, pois ainda dependemos da ajuda financeira de nossos pais.

Durante esse tempo, passamos por muitas coisas, perdas, crises, doenças que quase me levaram ao desencarne e até mesmo obsessão cármica.

Apesar de todas as dificuldades, nós sempre estivemos juntos para enfrentar o que viesse.

Após encontrarmos a Casa de Caridade Gauísa o nosso amor transbordou, e hoje nos sentimos realizados por poder dividir o nosso imenso amor com quem necessita.

Hoje moramos juntos na casa dos meus pais, pois não temos uma renda mensal ainda para sustentarmos uma casa nem mesmo temos condições de pagar um casamento, mas sonhamos todos os dias com esse momento especial. Gostaríamos de nos casar na Casa de Caridade Gauísa com a benção do Pai Joaquim das Almas, pois foi lá que encontramos a paz e a verdadeira felicidade ao praticar a caridade.

Desejamos muito conseguir realizar esse sonho de nos casarmos em 2022 e se Deus quiser ele se realizará com a ajuda de vocês!!!

Estou até chorando de emoção aqui ao escrever este breve relato da nossa história para vocês e ter a oportunidade de participar desse sorteio tão incrível!!! Parabéns pela iniciativa de vocês!!! Gratidão!!! ❤️❤️❤️

Por Jonathan:

Eu, Jonathan, conheci a Lílian na Faculdade de Direito em 2007 e não imaginava que ela seria a minha alma gêmea.

 

Quando nos conhecemos eu era muito tímido, tinha muita dificuldade em interagir com as pessoas, porque já havia tido várias decepções, principalmente com relação às pessoas que agiam de uma forma comigo pela frente e outra totalmente oposta pelas costas. Mas a Lílian foi a primeira pessoa que fez me sentir especial e muito querido.

A Lílian, com o seu sorriso meigo, puro e encantador foi desfazendo aos poucos todas as amarras que prendiam o meu coração.

 

Antes de conhecê-la, as pessoas me faziam sentir dispensável e, depois que a conheci, foi tanta atenção e carinho que ela me deu que eu comecei a me sentir uma pessoa melhor, não no sentido de ser superior ao próximo, mas de uma forma a querer evoluir como ser humano.

 

Conversávamos muito e vi que tínhamos muita coisa em comum. Mas como saber se ela me via apenas como amigo ou se estava tendo o mesmo sentimento que eu?

 

Bom, além dos nossos cupidos e melhores amigos Gui e Naty, uma barata nos aproximou ainda mais. Kkkkk. Eu sei, é nojento, mas foi assim mesmo. Estávamos em um churrasco do meu amigo e irmão Guilherme quando ela pisou, descalça, em uma barata bem cascuda. Noooossa! Ela até chorou de raiva. Nesse momento, me prontifiquei para limpar o pé dela. Que pézinho de anjo que ela tem! Até parece pé de bebê.

 

Fomos nos aproximando cada vez mais. Tivemos muitos momentos especiais, como o primeiro beijo na antiga Hard Rock Cafe, que ficava na Barra da Tijuca (RJ), a primeira viagem para Búzios, o primeiro filho de 4 patas (Snowzinho), que alegra todos os nossos dias, e tantos outros momentos que daria para escrever um livro.

Porém, não é só de felicidade que vive um casal. Eu, a Lílian e os seus familiares vivenciamos momentos de muita dor e sofrimento. Eu e a Lílian fomos ensinados que o único modo de ter uma feliz seria passar em um concurso público, pois com a tão sonhada “estabilidade” estaríamos com a vida feita.

 

A pressão para ter dinheiro e status era tão grande que nos perdemos. Não me entenda mal, não estou querendo apontar culpados, pois somos responsáveis pelas nossas próprias decisões. Eu e a Lílian tínhamos uma autocobrança muito mais intensa do que temos hoje.

 

No meio desse desequilíbrio emocional, a Lílian me contou que, na infância, sofreu abuso sexual do próprio avó materno. Apesar de não poder tirar essa dor dela, aprendi que o que mais importava era dar para a Lílian o que eu tinha de melhor, o meu amor. Porém, a situação foi piorando.

 

A Lílian entrou num quadro depressivo muito intenso, se sentia perseguida, até que teve perda de memória. Na primeira vez, ficou um mês sem memória. Se recuperou e meses depois passou por mais três meses sem memória. Se recuperou e, após alguns anos, mesmo com tratamento médico, teve uma nova recaída e ficou 8 meses sem memória.

Um mês antes dessa última recaída, me mudei para a casa dos pais dela, porque estávamos namorando há 14 anos e ainda não tínhamos condições de ter o nosso próprio canto. Porém, como eu mencionei, um mês depois, no dia do aniversário dela, ela desmaiou e permaneceu desmaiada por mais de 30minutos.

 

Quando acordou no hospital, não lembrou de ninguém e entrou em desespero. Teve alguns momentos de lucidez, o suficiente para ter alta. Contudo, dias depois da alta da Lílian, ela começou a ficar muito aérea e demorava a responder quando eu ou qualquer outra pessoa perguntava alguma coisa.

 

Decidimos, eu, a Lílian, a irmã e o cunhado dela rezar um Pai Nosso, momento em que todo o corpo dela foi para trás. As rezas continuaram e algo sobrenatural aconteceu. A Lílian começou a se debater e a gritar muito, como se estivesse sendo torturada.

 

O desespero começou a tomar conta de mim e de toda família, porque estávamos no meio de uma pandemia, tudo fechado, correndo para todos os lados, implorando à Deus por misericórdia e pedindo ajuda para padres, missionários, evangélicos e médiuns de Centros Espíritas e de Umbanda.

 

A Lílian tinha pequenos momentos de lucidez, o que nos dava muita esperança, mas depois tinha uma forte recaída. A Lílian não comia nem tomava banho sozinha. Espíritos se manifestavam através dela, dizendo estar sofrendo e precisando de ajuda.

 

Parte da família e alguns céticos acreditavam que ela estava com sérios problemas mentais. Os remédios psicotrópicos já estavam no nível máximo e, para o psiquiatra, só haveria duas soluções: milagre divino ou terapia de choque, que não era 100% eficaz e poderia trazer sequelas.

 

Meus irmãos e irmãs, nunca tinha vivenciado tamanha dor e questionamento. Chorava escondido para não demonstrar fraqueza. Questionei a Deus porque estava permitindo que uma pessoa tão boa, amável, carinhosa, família e com um coração enorme passasse por um sofrimento tão terrível. Me acalmei e passei a conversar com Deus, pedindo perdão por ter me distanciado Dele, por priorizar coisas materiais ao invés de buscar evoluir espiritualmente.

Conversei muito com Deus, deixei de apenas ler as palavras na bíblia e passei realmente a me conectar com Ele, como se estivesse conversando normalmente com uma pessoa.

 

Provavelmente, alguns não vão acreditar no que eu vou dizer e eu também não acreditaria se tivesse a mentalidade de anos atrás, mas Deus me respondeu e foi algo tão intenso que é difícil explicar por palavras.

 

Lembro como se fosse ontem, algo inesquecível e sobrenatural. Foi no meio de uma tarde ensolarada, a Lílian estava dormindo após uma forte crise e, ao lado dela, na cadeira do computador, comecei a clamar à Deus: “Meu Deus Pai Todo Poderoso, Criador do Céu e da Terra, me dê um sinal de que o Senhor não nos abandonou, que o Senhor está trabalhando pela recuperação da Lílian. Realiza o impossível! Porque aquilo que o ser humano não pode, o Senhor pode! Tenha misericórdia da Lílian. Esqueça todos os meus outros pedidos, só peço humildemente ao Senhor devolva a saúde da minha amada!”.

Meus irmãos e irmãs, logo em seguida, uma sensação de paz tão grande, forte e intensa invadiu o meu corpo. Mesmo as crises da Lílian tendo perdurado por mais alguns meses, Deus me passou uma sensação tão serena, como se estivesse dizendo: “Filho, tenha paciência, pois nunca deixei de olhar e estar ao lado de vocês.” Pouco tempo depois, eu, a Lílian (ainda sem memória) e a família dela conhecemos a Casa de Caridade Gauísa. Fomos tão bem acolhidos pelos médiuns da casa que sentimos ainda mais forte a presença de Deus.

 

Conhecer essa Casa, além de intensificar a minha fé, me transformou por completo. Deus e o Mentor da Casa, Pai Joaquim das Almas, através das Mães Márcia e Karla e de todo o corpo mediúnico, nos ensinaram algo transformador e que é o nosso mantra: “O Amor É O Caminho”.

 

No dia dessa postagem (09/12/2021), posso dizer com muita felicidade que há 6 meses a Lílian está curada e retornou para nós. Sou muito grato à Deus, Jesus Cristo, Pai Joaquim, Mães Márcia e Karla, ao corpo mediúnico da Casa Gauísa, Drs. Leonardo e Letícia por terem lutado pela recuperação da Lílian.

 

Apesar de a situação financeira não ter mudado e ainda não termos condições de realizar um casamento, e digo mais, mesmo que continuemos sofrendo com deboches que nunca iremos nos casar e com alfinetadas, do tipo: “se ganhar essa cerimônia de casamento? E depois? Vai viver de quê?” Aprendi que, além de fazer a minha parte, preciso sempre confiar no tempo de Deus, que as pessoas que me atacam, debocham do meu relacionamento e dos meus projetos estão infelizes com elas mesmas e não cabe a mim julgá-las.

 

Por fim, mesmo que eu e a Lílian não ganhemos essa cerimônia de casamento, apesar da ansiedade dela, que algumas pessoas continuem debochando dos 14 anos de namoro e que também continuem dizendo que os nossos projetos não darão certo, porque somos muito sonhadores, tenho a minha mente, corpo e espírito em Deus e Ele já me disse para ter paciência que tudo dará certo. Seguimos acreditando que o amor será sempre o caminho! Gratidão sempre!